autobiografias

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Vera Nunes


Conhecida como a “Bonequinha do Cinema” e a “Namoradinha do Brasil”, a atriz Vera Nunes foi uma das maiores estrelas que o cinema nacional já conheceu nas décadas de 40 e 50, uma das épocas mais ricas das artes brasileiras. Raro Talento, o livro que conta sua trajetória pública e pessoal, foi lançado pela Coleção Aplauso – Série Perfil, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Vera Nunes começou a trabalhar como radioatriz no Teatro da Mocidade da Rádio do Ministério da Cultura aos 16 anos e logo estreava no cinema com o filme carnavalesco Noites de Copacabana. Foi protagonista de um dos períodos de maior efervescência do cinema brasileiro, quando aconteceram diversas tentativas de industrializar a produção cinematográfica, e atuou em mais de uma dezena de filmes. Seus maiores sucessos foram Presença de Anita e Suzana e o Presidente. Vera Nunes construiu uma sólida carreira também no teatro, onde contracenou com Paulo Autran, Tônia Carrero, Walmor Chagas, Carlos Zara, entre tantos outros. Estreou na televisão em 1952, inaugurando a TV Paulista, e seu papel mais marcante foi como Ismênia, na novela As Minas de Prata.

Em seu depoimento, Vera Nunes conta ter optado por parar de fazer cinema quando chegou o Cinema Novo: “Não tiro o valor desses filmes e nem seus méritos, mas eles não deixaram espaço para os outros. Então, para mim, as comédias, as histórias românticas tinham acabado. Eu não tinha perfil para ficar mostrando o corpo, essa história da exposição da mulher – se não tinha feito quando era mocinha, quanto mais com uma certa idade. Então, fui me afastando”. Seguiu com a carreira na televisão e, sobretudo, nos palcos, chegando, inclusive, a ter a sua própria companhia teatral.

Sobre a Coleção Aplauso
Com 156 títulos já lançados que contam a história do cinema, da televisão e do teatro brasileiro por meio de seus principais protagonistas, a Coleção Aplauso foi idealizada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em 2004. Nesses quatro anos, a coleção retratou a trajetória e o trabalho de artistas consagrados e contemporâneos como Sérgio Cardoso, Anselmo Duarte, Aracy Balabanian, Bete Mendes, Eva Wilma, Fernando Meirelles, Gianfrancesco Guarnieri, Leonardo Villar, Maria Adelaide Amaral, Paulo José, Raul Cortez, Sílvio de Abreu e Zezé Mota.

A coleção é coordenada pelo crítico de cinema Rubens Ewald Filho e traz sobretudo livros no formato pocket e com preços populares. Os textos são leves e escritos em primeira pessoa por jornalistas a partir dos depoimentos dos biografados. Além dos perfis, são publicados roteiros de cinema, muitos deles comentados e acrescidos de crítica e ficha técnica, compondo documentação inédita sobre a filmografia nacional dirigida ao público em geral, mas que interessa, sobretudo, a estudiosos e pesquisadores.

Renato Consorte


Renato Consorte esteve envolvido como ator ou técnico em praticamente todos os filmes da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, a Hollywood Brasileira. Dono de uma personalidade forte e contestadora, apaixonado e apaixonante, memória viva da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, no livro Contestador por Índole, da Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado, ele lembra sua trajetória em mais de cinqüenta peças de teatro e dezenas de filmes (incluindo o recente O Casamento de Romeu e Julieta, de Bruno Barreto), além de muitas novelas e programas de televisão. No livro, Renato fala de sua infância na Rua Aurora em São Paulo, dos colegas da Faculdade de Direito, seu casamento feliz, sua militância política numa sucessão de anedotas, fatos históricos e depoimentos sobre figuras que passaram por sua vida como Ziembinski, Alberto Ruschel, Millor Fernandes, Jânio Quadros, Elis Regina e até Jô Soares.



Outro lado de sua vida é revelado no livro da Coleção Aplauso: “Sempre fiz política, lutei pela liberdade de expressão, pela abertura do campo de trabalho para os atores, pela anistia, pelo direito de voto. Combati a ditadura, o regime militar”.
Entre os depoimentos, cita sua participação no programa de Jô Soares, em que conseguiu “driblar” a dispensa do apresentador quando ele falou a célebre frase ‘ Estou conversando com..`: “Ao ser entrevistado, quando ele falou a frase, eu disse: espera aí que eu não acabei ainda não, você está usando o verbo errado, Jô. Foi uma gargalhada geral”.
Sobre a Coleção Aplauso
A Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo chega aos 51 títulos. Coordenada pelo crítico e comentarista de cinema Rubens Ewald Filho, retrata músicos, atores e diretores de televisão, cinema e teatro, além de roteiros de cinema. Entre os últimos lançamentos, estão as biografias de famosos como Maria Della Costa, Ney Latorraca, Paulo José, Reginaldo Faria, John Herbert, Paulo Goulart e Nicette Bruno, Bete Mendes, Ruth de Souza, Rosamaria Murtinho, Etty Fraser e Cleyde Yaconis.
Segundo Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial de São Paulo, “a proposta é lançar livros com informações que corriam o risco de se perderem no tempo por falta de um registro. O sucesso dos primeiros volumes lançados mostrou que estamos no caminho certo e nos incentivou a continuar buscando grandes nomes para a coleção. Essa é a contribuição da Imprensa Oficial. Temos consciência de que toda nação que esquece sua história se arrisca a perder sua identidade.”
Série Cinema Brasil - Roteiros de cinema
A Dona da História (Roteiro de João, João Emanuel, Carneiro e Daniel Filho)
Como Fazer um Filme de Amor (José Roberto Torero)
Dois Córregos (Carlos Reichenbach)
Narradores de Javé (Eliane Caffé e Luís Alberto de Abreu)
O Caso dos Irmãos Naves (Luiz Sérgio Person e Jean-Claude Bernardet)
Casa de Meninas (Inácio Araújo)
O Caçador de Diamantes – (Vittorio Capellaro comentado por Maximo Barro)
De Passagem – (Cláudio Yosida e direção de Ricado Elias)
Bens Confiscados – (Carlos Reichenbach e Daniel Chaia)
Cabra-Cega – (Roteiro de DiMoretti, comentado por Toni Venturi e Ricardo Kaufman
Série Perfil
Diretores de cinema
Anselmo Duarte – O Homem da Palma de Ouro (Luiz Carlos Merten)
Carlos Coimbra - Um Homem Raro (por Luiz Carlos Merten)
Rodolfo Nanni - Um Realizador Persistente (por Neusa Barbosa)
João Batista de Andrade – Alguma Solidão e Muitas Histórias (Maria do Rosário Caetano)
Carlos Reichembach – O Cinema Como Razão de Viver (Marcelo Lyra)
Ugo Giorgetti – O Sonho Intacto (Rosane Pavam)
Djalma Limongi Batista – Livre Pensador (Marcel Nadale)
Carla Camurati – Luz Natural (Carlos Alberto Mattos)
Pedro Jorge de Castro - O Calor da Tela (Rogério Menezes)
Atores / atrizes
Aracy Balabanian – Nunca Fui Anjo (Tania Carvalho)
Renata Fronzi – Chorar de Rir (Wagner de Assis)
Rubens de Falco – Um Internacional Ator Brasileiro (Nydia Licia)
Renato Consorte – Contestador por Índole (Eliana Pace)
Rolando Boldrin – Palco Brasil (Ieda de Abreu)
Sonia Oiticica – Uma Atriz Rodrigueana? (Maria Thereza Vargas)
Cleyde Yaconis – Dama Discreta (Vilmar Ledesma)
Irene Ravache – Caçadora de Emoções (Tania Carvalho)
Ruth de Souza – Estrela Negra (Maria Ângela de Jesus)
David Cardoso - Persistência e Paixão (por Alfredo Sternheim)
John Herbert - Um Gentleman no Palco e na Vida (por Neusa Barbosa)
Reginaldo Faria - O Solo de Um Inquieto (por Wagner de Assis)
Paulo José - Memórias Substantivas (por Tania Carvalho)
Sérgio Viotti - O Cavalheiro das Artes (por Nilu Lebert)
Etty Fraser - Virada Pra Lua (por Vilmar Ledesma)
Paulo Goulart e Nicette Bruno -Tudo Em Família (por Elaine Guerrini)
Walderez de Barros - Voz e Silêncios (por Rogério Menezes)
Rosamaria Murtinho – Simples Magia (por Tânia Carvalho)
Bete Mendes - O Cão e a Rosa (por Rogério Menezes)
Gianfrancesco Guarnieri - Um Grito Solto no Ar (por Sérgio Roveri)
Luís Alberto de Abreu - (autor teatral)-Até a Última Sílaba (por Adélia Nicolete)
Série Teatro Brasil
Alcides Nogueira – Alma de Cetim – por Tuna Dwek
Antenor Pimenta e o Circo Teatro – Danielle Pimenta
Série Ciência e Tecnologia
Cinema Digital (por Luiz Gonzaga Assis de Luca)
Série Especial (formato grande)
Maria Della Costa - Seu Teatro, Sua Vida (por Warde Marx)
Sérgio Cardoso – Imagens de Sua Arte (organizado por Nydia Licia)
Ney Latorraca - Uma Celebração (por Tania Carvalho)
Dina Sfat – Retratos de Uma Guerreira (por Antonio Gilberto)
Gloria in Excelsior – Ascenção, Apogeu e Queda do Maior Sucesso da Televisão Brasileira (por Álvaro Moya)


Mais informações com Ivani Cardoso (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 3814-4600 ou pelo e-mail ivanicardoso@lufernandes.com.br



Nívea Maria


Nívea Maria - Uma atriz Real, escrito por Eliana Pace e Mauro Alencar, consultor de teledramaturgia da Rede Globo,
retrata a vida e a trajetória de uma das maiores atrizes brasileiras, atualmente nas telas da TV Globo em sua 38ª novela, Caminho das Índias. O livro é resultante de dois encontros com duração de pouco mais de oito horas em que, contrariando sua habitual reserva, Nívea expôs sua carreira, seus casamentos, o relacionamento com os três filhos, sua maturidade e a busca pela felicidade. Centenas de fotos ajudaram-na a voltar no tempo e a rememorar fatos marcantes de sua trajetória - da infância no bairro de Perdizes, em São Paulo, à múltipla tarefa de atriz, mãe, avó e dona de restaurante no Rio de Janeiro. Nívea Maria estreou na televisão em 1964, aos 17 anos, na novela em A Mulher que Veio de Longe e segundo Mauro Alencar, que é também doutor em Teledramaturgia pela Universidade de São Paulo, foi quem ajudou a firmar o horário das seis como de novelas. Muitas dessas produções, por serem baseadas em clássicos da literatura, impulsionaram a venda de livros. Gabriela, A Moreninha, O Feijão e o Sonho, Maria Maria e Olhai os Lírios do Campo são alguns desses exemplos. Em Brega e Chique e Pedra sobre Pedra, na TV Globo, Nívea Maria experimentou, com muito sucesso, o humor. Seu papel em A Casa das Sete Mulheres lhe valeu o prêmio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Artes. Sua estréia no teatro deu-se apenas em 1987, na peça Um Piano à Luz da Lua. Um de seus maiores desafios no palco, no entanto, foi na peça Na Sauna, dirigida por Bibi Ferreira, em que aparecia nua no final.

Leilah Assumpção



Leilah Assumpção pertence a uma geração de dramaturgos brasileiros que cresceu na repressão política e social e que revolucionou o teatro brasileiro. O que se observa em sua autobiografia, A Consciência da Mulher, lançada pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado, é que a manequim de alta costura, enquanto desfilava seu porte e beleza para os maiores estilistas do mundo, pensava em como expressar a condição da mulher, seus recalques e frustrações, sua rebeldia e seus movimentos libertários. Leilah surpreendeu crítica e público ao ver encenado, em 1969, seu primeiro texto, Fala Baixo Senão eu Grito, com Marília Pêra, que excursionou por todo o Brasil com imenso sucesso, foi montada e remontada inúmeras vezes até mesmo no Exterior, e marcou sua trajetória como uma dramaturga de primeira linha, voltada para o desenvolvimento da consciência feminina. Essa peça deu a Leilah Assumpção os prêmios Molière e APCA - Associação Paulista de Críticos de Arte de melhor autor. Seu mais recente sucesso é Intimidade Indecente, considerado um dos melhores espetáculos teatrais já apresentados no país, que mostra a história de amor de um casal – Marcos Caruso e Irene Ravache, Marcos Caruso e Vera Holtz, Otávio Augusto e Lucinha Lins fizeram as várias versões da peça - durante quarenta anos. A peça deu a Leilah Assumpção mais uma vez o prêmio APCA de melhor texto de 2001 e já foi vista por mais de 300 mil espectadores no Brasil e no Exterior. Seu trabalho mais novo, já visto nos palcos nas interpretações de Miriam Mehler e Jairo Mattos, é Ilustríssimo Filho da Mãe.

Geórgia Gomide



Atriz de teatro, cinema e televisão, Geórgia Gomide rememora a sua trajetória em Uma atriz brasileira, lançamento da Coleção Aplauso – Série Perfil, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Descendente de tradicional família paulistana por parte de mãe, os Gomide, e de alemães por parte de pai – seu nome verdadeiro é Elfriede Helène Gomide Witecy, Geórgia Gomide foi telefonista, recepcionista, escriturária, Miss Clube Pinheiros, manequim e voluntária da Cruz Vermelha antes de se tornar atriz. Começou fazendo teatro amador e foi parar na televisão graças ao título de A Mais Bela Esportista. Estreou na TV Tupi em 1962, com o teleteatro Os Filhos de Eduardo, e sua primeira novela foi A Gata, de Ivani Ribeiro. Estourou de vez com Teresa, um sucesso estrondoso, e repetiu esse sucesso com Vereda Tropical, na TV Globo. Durante a sua carreira, também atuou em filmes como Corisco, o Diabo Loiro, de Carlos Coimbra, e Os Trapalhões na Terra dos Monstros, de Flávio Migliaccio. Geórgia Gomide pode ser vista no teatro: está em cartaz na peça Perto do Fogo, no Teatro Juca Chaves, Rua João Cachoeira, 899, Extra Itaim.